Nunca fui tanto de ler como a fase em que vivo hoje. Mas quando digo ‘ler’ eu falo de conteúdo e não de revistas de fofoca. Percebi na leitura um prazer imaginário. Se envolver e pensar as histórias é um ótimo passa tempo, além de ser cultural! Comecei essa jornada no final de 2008, incentivada por meu namorado, que me passou todo o acervo que atualmente tenho lido.
São romances, mas quem disse que neles não aprendemos? O caçador de Pipas, A cabana, A menina que roubava livros, O vendedor de sonhos, Crepúsculo e atualmente estou entre O guardião de memórias e Fama e Anonimato, de Gay Talese, “obrigatoriamente” indicado e emprestado pelo meu Diretor de Jornalismo. (recomendo todos)
Na era em que vivemos, onde a tecnologia domina e a internet nos fornece todo tipo de informação, a toda hora. Em que a grande maioria preenche o tempo vago com as imagens dinâmicas da televisão. Os livros andam esquecidos nas estantes, sejam de casa ou das imesnsas e inúmeras bibliotecas espalhadas pelo Brasil.
A nossa realidade está representada nos números de uma pesquisa do Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), realizada entre novembro e dezembro de 2008, mostrando o que o brasileiro faz em sua hora livre. Assistir televisão está em primeiro lugar, com 77%. Em segundo vem a música, com 53%; descansar, 50%; ouvir rádio, 39%; A leitura aparece em último lugar, com apenas 35%. Dos que lêem, 52% preferem revistas, 50% livros e 48% jornais.
Sabemos que este índice é diferente em países a fora, mas como não se trata de uma competição, é preciso se preocupar com o futuro daqueles que ainda virão. O que estamos plantando para eles, vivendo em uma cultura massificada e alienada pelo poder que dita, que faz e que decide por nós? Um passo de cada vez, claro. Mas cada um pode mudar um pouquinho.
Aderi mais aos livros, praticamente aprendi a ler. Estou aprendendo para ensinar posteriormente.
Essa é pra pensar…
Grata pela atenção.